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segunda-feira, 25 de julho de 2016

A FOME -  Vencedora do Prêmio Pullitzer de Foto Especial
Davi Holanda

A FOME - Vencedora do Prêmio Pullitzer de Foto Especial


Em março de 1993, durante uma viagem ao Sudão (país então arrasado por uma longa guerra civil), o fotógrafo Kevin Carter estava se preparando para fotografar uma criança faminta tentando chegar a um centro de alimentação da Organização das Nações Unidas (ONU) próximo à aldeia de Ayod, no atual Sudão do Sul, quando um abutre-de-capuz aterrizou nas proximidades. Ele relatou que tirou a fotografia porque esse era o seu "trabalho" e depois partiu.

Vendida para o The New York Times, a fotografia foi publicada pela primeira vez em 26 de março de 1993 e foi repassada para muitos outros jornais ao redor do mundo. Em 1994, a imagem ganhou o Prémio Pulitzer de Fotografia Especial

Por muitos anos, a foto foi utilizada para sensibilizar milhares de pessoas quanto ao tema da fome na África. Conta-se, ou pelo menos se subentende, que a menina da foto virou alimento de urubu, e que o fotógrafo suicidou-se, após um ano, vítima de remorso. 

Contudo, uma investigação realizada pelo jornal espanhol El Mundo, na zona de Ayod, no sul do país africano onde a foto foi tirada, comprovou que a menina magérrima retratada na publicação de 1993 não morreu nesse momento, nem poucos dias depois. Segundo o pai da criança, a pequena morreu, após quatro anos, “de febres”.

No momento da sua publicação no The New York Times, a foto desencadeou uma série de polêmicas ao redor do mundo, gerando críticas ao fotógrafo sul-africano.

O jornal St. Petersburg Times, da Flórida, disse sobre Carter: "O homem ajustando suas lentes para capturar o enquadramento exato daquele sofrimento poderia muito bem ser um predador, um outro urubu na cena."

De acordo com o El Mundo, a suposta menina era, na verdade, um menino chamado  Kong Nyong. Segundo o jornalista Alberto Rojas, a criança sobreviveu ao período de fome que afetava o país, vindo a falecer quatro anos mais tarde.

Além disso, se a foto for vista em alta resolução, é possível distinguir uma fita branca em suas mãos. O objeto, diz o jornal, identificada que o pequeno Kong recebia ajuda das Nações Unidas, que tinha um centro de apoio a 10 metros do local da foto.

A história de que Kevin Carter teria cometido suicídio por remorso, também não é verdadeira. De acordo com as investigações, Carter, que se matou no dia 27 de julho de 1994, padecia de diversos vícios, tinha muitas dívidas e estava afetado pela perda de amigos, alguns mortos nos distúrbios da efervescente África do Sul pré-Mandela. Inclusive, ressalta o jornal El Mundo, Carter já havia tentado o suicídio antes da famigerada foto.

Em seu bilhete de suicídio estava o seguinte: ”Estou deprimido, sem telefone, sem dinheiro para o aluguel, sem dinheiro para a manutenção dos filhos, para as dívidas. Dinheiro! Estou atormentado pelas lembranças vividas dos assassinatos e dos cadáveres da ira e da dor… Das crianças feridas e que morrem de fome, dos loucos do gatilho leve, com frequência da polícia, dos assassinos e verdugos.” 

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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Dentista em 1872..
Davi Holanda

Dentista em 1872..


Esta foto, datada de 1872, mostra como era ir ao dentista antigamente. 

Na imagem o dentista conta com ajuda de um assistente, que enquanto ele extrai o dente (com um alicate chamado boticão), o assistente segura a cabeça do paciente.

Ainda não existia implantes, restauração, limpeza... era usado apenas o método da extração. Na verdade, esse tipo de intervenção era realizada por pessoas com pouco preparo científico, em um ambiente sem assepsia e não contando com anestesia.

A precariedade da exodontia é bem explicitada na imagem, onde conceitos como biossegurança eram inexistentes e a prática se dava de forma artesanal.
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quarta-feira, 22 de junho de 2016

"Somente com ATITUDES teremos um MUNDO melhor"
Davi Holanda

"Somente com ATITUDES teremos um MUNDO melhor"


Gentileza e inocência, em 1957.

Durante um festival chinês, o oficial Maurice Cullinane abaixou-se para pedir que o pequeno Allen Weaver voltasse para o meio-fio para evitar os fogos de artifício. A imagem, amplamente reproduzida, rendeu ao fotógrafo Bill Beall um Prêmio Pulitzer.

Considerada uma das grandes imagens do século XX, está em contraste com a maioria das fotografias vencedoras do Prêmio Pulitzer, que muitas vezes capturam os piores aspectos dos seres humanos. Esta foto, por outro lado, está no extremo oposto do espectro e nos lembra o potencial de bondade da humanidade.
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quarta-feira, 11 de maio de 2016

"Boca a Boca", de Zulmair Rocha, vencedora do Prêmio Esso
Davi Holanda

"Boca a Boca", de Zulmair Rocha, vencedora do Prêmio Esso


Em 21 de maio de 2000, a polícia militar do Rio de Janeiro entrou em confronto com traficantes do Morro do Jacarezinho.


No meio da operação, alguns civis acabaram se machucando. Nessa foto de Zulmair Rocha, um policial militar corre de costas, tentando salvar a vida de Gabriela da Silva que na época tinha 1 ano, ela ficou sem ar após o uso de gás lacrimogêneo, enquanto os civis fugiam do confronto.


A fotografia venceu o Prêmio Esso na categoria de fotografia do ano.

O Prêmio ExxonMobil de Jornalismo, ou simplesmente Prêmio Esso, é a mais importante distinção conferida a profissionais de imprensa no Brasil. 

Foto: Zulmair Rocha
Categoria: Fotografia
Título: Boca a Boca
Veículo: Folha de São Paulo
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