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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Convair, o carro voador, 1946
Davi Holanda

Convair, o carro voador, 1946

National Geographic / Consolidated Vultee
O ConvAirCar foi um protótipo criado na década de 1940 que carregava o sonho do ser humano de unir a paixão por dirigir com o desejo de poder realizar voos particulares por qualquer um. 

O primeiro protótipo do Convair Model 116, fez 66 voos de teste. O carro tinha motor de 130 cavalos e chegava a 177 km/h em voo e 100 km/h em terra. O plano inicial era a produção comercial de mais de 100 mil unidades. Mas em um dos testes da segunda versão do carro voador, o Convair Model 118, foi preciso fazer um pouso forçado e o veículo ficou destruído. O projeto foi cancelado logo em seguida.
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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Bonde virado na praça da República por ocasião da Revolta da Vacina, 1904
Davi Holanda

Bonde virado na praça da República por ocasião da Revolta da Vacina, 1904

 
Populares derrubaram um bonde em protesto durante a revolta Rio de Janeiro, foto publicada na revista da semana de 27 de novembro de 1904
A Revolta da Vacina foi uma revolta popular ocorrida na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 10 e 16 de novembro de 1904. Ocorreram vários conflitos urbanos violentos entre populares e forças do governo (policiais e militares).

Uma das primeiras e mais importantes revoltas populares durante a primeira República, em busca dos direitos da população pobre, a Revolta da Vacina eclodiu em 1904 no Rio de Janeiro. Os insurgentes se revoltaram devido à violência utilizada contra a população para a vacinação forçada durante a operação montada por Oswaldo Cruz.

A determinação era a de que os agentes sanitários entrassem nas casas das pessoas, desnudassem mulheres e crianças, em sua maioria contra sua vontade, para aplicar a vacina contra a febre amarela e varíola.

O que aconteceu durante a revolta:

- Muitas pessoas se negavam a receber a visita dos agentes públicos que deviam aplicar a vacina, reagindo, muitas vezes, com violência.

- Prédios públicos e lojas foram atacados e depredados;

- Trilhos foram retirados e bondes (principal sistema de transporte da época) foram virados.

Reação do governo e consequências:

- O governo federal suspendeu temporariamente a vacinação obrigatória.

- O governo federal decretou estado de sítio na cidade (suspensão temporária de direitos e garantias constitucionais).

- Com força policial, a revolta foi controlada com várias pessoas presas e deportadas para o estado do Acre. Houve também cerca de 30 mortes e 100 feridos durante os conflitos entre populares e forças do governo.

- Controlada a situação, a campanha de vacinação obrigatória teve prosseguimento. Em pouco tempo, a epidemia de varíola foi erradicada da cidade do Rio de Janeiro.

Imagem: Marianno da Silva. Acervo da Fundação Biblioteca 
Nacional

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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Carlos Drummond de Andrade, " No mar estava escrita uma cidade"
Davi Holanda

Carlos Drummond de Andrade, " No mar estava escrita uma cidade"







 
Foto da estatua de Carlos Drummond de Andrade retirada do site Dia do Poeta
Quem passa todo os dias pelo calçadão de Copacabana, nas imediações do Posto 6, no Rio de Janeiro, já se acostumou com a silhueta de um velhinho que desde que ali chegou, nos idos de 30 de outubro de 2002, nunca mais abandonou a postura circunspecta e contemplativa.

O poeta Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, MG, em 1902.
Veio morar no Rio de Janeiro, em 1934, para trabalhar no Ministério da Educação e posteriormente no Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Foi cronista de jornais importantes da época.

Publicou seus primeiros poemas e crônicas em 1930. Tinha personalidade forte, quase um obstinado. Suas poesias e crônicas falavam da sociedade, do medo do futuro, das dualidades humanas e da História do Brasil.

Deixou-nos em 1987. Hoje, em sua homenagem, a estátua de bronze está sentada placidamente num banco da praia de Copacabana, bairro em que viveu por muitos anos.

Era lá que ele ficava nos finais de tarde, pensando, vendo as moças passarem, escutando o barulho do mar.

Em Homenagem da cidade do Rio de Janeiro desde 2002 ao Centenário do poeta Carlos Drummond de Andrade. A obra em bronze mais famosa do artista, instalada na orla de Copacabana, é o segundo monumento público mais visitado da cidade, perdendo apenas para o Cristo Redentor.

A estátua, idealizada pelo artista plástico mineiro, Leo Santana, está na orla de uma das praias mais famosas do mundo desde 30 de outubro de 2002. A obra pesa cerca de 150 quilos e foi feita para retratar um momento rotineiro da vida de Drummond, a partir de registro fotográfico. Sua inauguração se deu em meio às homenagens ao poeta que, embora mineiro, passou parte significativa de sua vida no Rio de Janeiro.

Curiosidade
Às vésperas de sua inauguração, quando ainda estava envolta em plástico da cabeça aos pés, ocorreu um fato curioso: policiais do 19º BPM chegaram a abrir chamada via rádio sobre a localização de um indivíduo possivelmente asfixiado, confundindo a estátua do poeta com a vítima de um crime.

Fontes: Postozero - Wikirio
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